Mudanças
-
Para que este blog não fique aqui a ganhar mofo enquanto me dedico a
escrever um romance que me tem enfeitiçado - e terá por muito mais tempo -,
decidi que...
5 hours ago
Foi numa tarde de Julho. Sábado à tarde, para sermos mais precisos. Um amigo fazia anos e prometia uma surpresa para os primeiros convidados a chegar. Nem hesitámos. Como ao Sábado nunca há muito que fazer, um de nós (ela) obrigou-nos a chegar com, vá, digamos... hora e meia de antecedência. Os primeiros, sem dúvida.
Depois de um encontro imediato com a enviada especial do nosso amigo e da resposta (errada por toda a gente) a perguntas de cariz pessoal sobre o nosso (pelos vistos não muito) amigo, a surpresa apareceu... amarela.
Sim, amarela. O que nos esperava era uma bela aventura, pelo fim da tardinha lisboeta. Go... Car? A primeira vez que ouvimos, parecia mesmo só Karts. Vamos dar uma volta de Kart? Parecia improvável. Não era. Mas era mais divertido.
É um conceito novo, ou pelos menos assim o parece. Carrinhos amarelos que se conduzem como vespas e fazem de nós pilotos de fórmula 1 de trazer por casa (não esquecer: para entrar há que pôr o capacete!), numa volta pelas entranhas de Lisboa: Alfama, Castelo, Bairro Alto, Rossio, Restauradores, Miradouro da Graça...
E não é tudo. Eles falam (literalmente). Trazem um GPS incluído que nos guia, embora dependa de nós segui-lo estritamente ou não. Mas é aconselhável, porque eles dão-nos informação e até histórias divertidas sobre os sítios por onde estamos a passar.
De resto, tornamo-nos todos uns gandas malucos, como dizia o outro. É divertido andarmos feitos parvos, aos grupinhos (eram 3 carros) a apitar por Lisboa e a acenar aos turistas e aos transeuntes estupefactos com quem nos cruzávamos. É, como dizia o filme, só sorrir e acenar rapazes. Só sorrir e acenar...
Gonçalo e Luísa